quinta-feira, 7 de junho de 2012

Todas as flores

Ontem à tarde, tive uma ideia revolucionária que iria mudar o mundo. Resolvi anotar para não esquecer no período pós-trago. É, não esqueci mesmo, mas não sei como interpretar "ame o próximo"...


Arquirrival de um inimigo imaginário

Aboli o espelho de minha vida! Não suporto a ideia de parecer um velho com manias irritantes, um diácono medindo seus modos, um marginal que ensaia seu "bom dia"...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Borracha no tempo?

Quintana não gostava, mas não resisto a olhar pra trás e ver meu próprio feito. Desejo doido de se repetir, influenciar eu mesmo, ter minha própria escola maratiana. Só não tô conseguindo agora, porque não acho minha própria característica principal... ou por custar a acreditar que essa seja o 'esquecimento'.



Épico moderno

Escrevo com acentos mudados
com hífens a menos, ditongos a mais,
letras e fonemas trocados
algum épico de um novo herói.

Traço um rumo correto, infindo...
são riscos etéreos que o vento destrói.
Junto armas, boto o pijama
pronto para as guerras finais.

Tudo isso para te falar, mentindo, 
do medo do monstro embaixo da cama...





terça-feira, 5 de junho de 2012

A Moral e os Bons Costumes

A maior felicidade que posso visar
é a rotina diária de ir trabalhar.
Repito as coisas sem ter um porquê.
Mergulho em minha filosofia de pequeno porte:
é inútil a tentativa de decifrar (pra quê?)
a Vida, a Certeza e a Morte.

Medo do desconhecido

Falar d'alma sem acreditar nela
é tão esquisito quanto acender uma vela
em prece à madeira oca, o Santo,
para que ele atenda de uma vez ao pranto.

A parlenda barroca adocica um tanto
o mingau de minha vó, posto em tigela.
Pergunto ao pó, e ele me responde depressa:
"A prece e o pranto funcionam, por enquanto..."


Sustentabilidade

- ... e a lição de hoje foi: vamos trocar todas as sacolas de plástico de mercado por lindas e modernas sacolas de pano recicláveis e sustentáveis. Os países desenvolvidos já adotam políticas contra o uso dessas sacolas e...
- Ei, tá, saquei. Mas... e o lixo de casa? Jogo ele onde?
- Ora, num saco de lixo...
- ... de plástico?

Diante dos interlocutores, como fruto da falta de resposta, deu-se um evento singular: rolou mó vórtice temporal, um paradoxo no espaço-tempo e um buraco negro. Juntei essa bosta com uma sacolinha do Rissul, amarrei e toquei no lixo.

Foi recolhido e acho que vai ser reciclado no Moquém. Fim.