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segunda-feira, 3 de maio de 2010

É, amigo...

Marat chega à casa de Costela para um divertidíssimo "aquéci" antes de a noite de sábado, de fato, começar. Costelinha o recepciona na porta de seu muquifo:

- E aí, porra?! Que que tu trouxe... bah, torpedo de novo, meu?!
- Tomá no teu cu, Costela! Nem pra casar uns R$2,50 tu te presta...
- Tá tri. Mete essa merda na geladeira. Não vamo tomá agora!
- Tem ceva aí?
- Ter, tem, mas é só pra diretoria, hahahah... (abre uma ceva quase na cara do Marat).
- Putz... tu é um merda.
- Fica frio aí, que eu vou... banhar-me.
- Quê, meu?! Tu ainda não tomou banho? Te liguei faz uma hora, porra!
- Shhhhhhh... cale a bôqui! Só não fode com meu Orkut, seu porra!
- HAhahaha... certo que vai rolar um 'bi-curious' no teu perfil e é já!
- Talomierda... (Costela fecha o Orkut e deixa só o Winamp aberto).
- Cara, pelamordideus... corre! O vagabundo sempre se atrasa por tua causa.
- Shhhhhhhh...

(duas horas depois)

- Tá, fica frio que eu vou comer um negócio... comi bosta nenhuma durante o dia todo... ô, Marat, tu tá bebendo cerveja da diretoria???
- Perdeu, preibói!
- Tá tri... vamo bora e vamo secá esse tórps no caminho.
- Já era!
- Tomá no cu...

Marat pensa: "Porra, esse Costela é mesmo um cara bróder. Meu parceiraço!"

Costela pensa: "Tomá no cu..."

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Considerações fundamentais sobre a intimidade da pessoa humana

- Cara, tu é meu bróder?
- Olha, tchê... sou, né? Às vezes penso: "Putz, é meu amigo, essa porra, aí..."...
- Tá, tá. Bom, meu, tenho que te contar uma parada.
- Ih, comeu a namorada do teu pai de novo? Hehehhe... aquela vez foi foda...
- Éééé... não. Na verdade, não tem a ver com isso. Quer dizer, tem! Mas é que é coisa pra contar pra amigão mesmo.
- Conta duma vez, então. Ainda tenho que cagar antes de a gente dar uma banda.
- Bah, mas não é assim, né?
- Seja lá o que for, tu já falou com teus véio?
- Nem pensar! Não dá, cara! Não vou contar pra eles. É justamente por isso que resolvi contar pra ti primeiro... se eles descobrem de sopetão, eu tô frito! Meu pai certo que me mata. Minha mãe entenderia, acho... mas ia ficar muito de cara comigo.
- Opa... o negócio é feio, então.
- É, sei lá... tipo, preciso desabafar. Foi uma experiência única. Me senti bem, mas fiquei com um pé atrás, imaginando o que os outros poderiam pensar de mim.
- Caralho, bicho! Tu matou alguém? Roubou?
- Era pra ser engraçado? Lógico que não fiz isso! Olha bem pra mim...
- Nos dias de hoje, vendo o que eu vejo, tenho até medo do que tu vai me contar.
- Cara, tô desesperado. Eu lembro de um curta-metragem que eu vi em que um maluco ficava de cara pruma câmera, saca? E ele enrolava, dizendo que ia contar algo muito sério sobre a vida dele, coisa que não era fácil de admitir...
- E? Que que ele disse?
- Aí é que tá: o curta baixa o som da voz do malandro bem na hora em que ele vai falar... fica só a imagem, que começa a ser coberta por chuviscos, pra dificultar a leitura labial. E uma montoeira de ruídos para dar um ar psicodélico e tenebroso...
- Sei... tchê, não sei o que te dizer. Se é grave o que tu tem pra me dizer, acho que eu sou mesmo o indicado para ouvir. Mas já aviso que eu posso não entender tão fácil.
- É, tô ligado! Bicho, foi demais para mim. Abriu um mundo novo, que eu não conhecia. Um mundo lindo, onde as coisas e as pessoas são mais lindas.
- Claro...
- Fiquei angustiado, mas foi bom. Foi gostoso!
- Mmmm...
- Quero dividir isso contigo. Os guris e meus pais não compreenderiam totalmente. Tu, sim.
- Eu...
- Mudou minha vida. A partir de hoje, sou uma pessoa diferente!
- Diferen... ah, meu. Conta logo! Tô ficando curioso. Mas vê lá. Sou jovem demais para emoções fortes.
- Posso dizer?
- Ai, ai, ai... até pode. Só não me peça para fazer as coisas iguais a ti, pois eu tenho minhas convicções. Parece que eu já sei o que tu vai dizer...
- Eu provei ácido!
- ... quê?!
- Sério, meu. Pirei no negócio!
- Tomá no cu...