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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Latitude


Cheguei em São Paulo e perguntei qualquer coisa:

- Oi, você é de Curitiba?
- Não, na real sou de Pooorto. - respondi eu, com um sotaque do Bom Fim que nem eu sabia que tinha.

Parece que se eu falar pra alguém do Centro do país, via telefone, que sou de Porto Alegre, a coisa sairia assim:

- Sim, sim, de Porto. Não Florianópolis, Porto Alegre. Isso, perto de Gramado... como "onde"? No Rio Grande do Sul, tchê! Nããão, Curitiba é Paraná. Floripa é Santa Catarina. É abaixo de Santa. Acima do Uruguai. Olha... Montevidéu é a capital do Uruguai, é acima disso. Abaixo de Gramado. Não, não é terra de chocolates, nem Serra. Porra, nós estamos na beira do Guaíba! Um rio... bom, não é um rio, é um estuário... a terra do Inter e do Grêmio! O Inter, de Gramado? O Grêmio, de Montevidéu? Pirou, né? Doce de leite? Cara, lá a gente come Mu-mu, desculpe!

E assim segue a gana de o pessoal querer se separar do Brasil.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O que mudou em 3 anos?

Fica interessante de fazer um exercício mental acerca do que mudou na cena musical da Grande Porto Alegre nos quase 3 anos sem atividade do bloguinho do beleza aqui. O que será que aconteceu com as bandas, suas formas de divulgação na Internet e na rádio, seus propósitos em relação a músicas próprias, os parâmetros de côveres, a atenção quanto a visual, dogmas de comportamento, upgrade de equipamentos, avanços nas técnicas instrumentais e vocais...
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Pois com a convicção daqueles caras que não gastam horas tomando Colônia (ou "Locônia", apelido legalzão para tapear o sabor de Perfex que essa merda tem) conversando a respeito dos rumos da música, enchendo o zovido dos convivas, chego à mais uma conclusão nefasta, curta, que abarca tudo o que mudou, de facto, para os conjuntos musicais da região metropolitana da capital gaúcha:
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Nada.
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Solos. Coisas que bateram à minha porta enquanto eu caçava mosquitos vampiros nesse calorzinho.
  • No inverno de 2003, fiz a maldita fama do Rock Way comentando (com um claudicante texto, confesso) sobre a quantidade de músicos do Rock que se bandeavam para o Reggae e afins ("souêra", como disse um amigo meu). Mais que isso: a quantidade de músicos que tocavam em 3 ou 4 bandas dessas ao mesmo tempo.
  • O Reggae acabou, mas a galera não tem jeito de sossegar num projeto só. Éééé vontade de ensaiar, cruzes...
  • Quem são as bandas sobreviventes depois de 6 anos, desde o primeiro post desse blog?